quinta-feira, 22/10/2026

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Musk determina diminuição da velocidade da Starlink para usuários na Ucrânia, segundo relatório

Recentemente, a relação entre a Ucrânia e a SpaceX, empresa de Elon Musk, tornou-se mais complicada após a decisão do CEO de limitar a velocidade do serviço Starlink, vital para as operações militares ucranianas.…

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Recentemente, a relação entre a Ucrânia e a SpaceX, empresa de Elon Musk, tornou-se mais complicada após a decisão do CEO de limitar a velocidade do serviço Starlink, vital para as operações militares ucranianas. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que destacou a importância do sistema de satélites para a comunicação em campo de batalha e operações com drones. As restrições impostas afetaram diretamente as missões de ataque e defesa da Ucrânia.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que a responsabilidade sobre as decisões referentes ao acesso da Ucrânia ao Starlink recai sobre a SpaceX e Musk, e não sobre a Casa Branca. Durante uma viagem à Índia, Rubio declarou: “Isso é regido por um contrato comercial privado, que determina como os equipamentos podem ser utilizados e em quais velocidades poderão operar.” Essa afirmação ressalta a natureza comercial do serviço, mas também levanta questões sobre a influência dos interesses privados em contextos de segurança nacional.

A situação é ainda mais complexa devido a reportagens contraditórias sobre as discussões entre Musk e o ex-presidente Donald Trump. Fontes do WSJ afirmaram que ambos conversaram sobre a limitação da Starlink, enquanto outras fontes, incluindo Reuters, indicaram que a decisão teria vindo da Casa Branca. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, também se manifestou, sugerindo que a interrupção do serviço não era apenas uma decisão empresarial, mas uma questão de política internacional.

Além disso, a confusão em torno dos produtos Starlink e Starshield, ambos da SpaceX, alimenta ainda mais as tensões. Enquanto o Starshield é uma versão militar do serviço, destinada ao uso do Pentágono, Rubio afirmou que a Ucrânia nunca teve acesso a ele, o que contrasta com a afirmação de Zelenski sobre as interrupções que afetaram ambos os serviços.

A situação evidencia não apenas a fragilidade das relações entre a Ucrânia e os EUA, mas também a crescente intersecção entre tecnologia, comércio e política em tempos de conflito. Com a guerra na Ucrânia em andamento, o papel de empresas privadas como a SpaceX se torna cada vez mais central, levantando questões sobre a responsabilidade e as consequências de suas decisões em cenários de crise. As próximas etapas dessa relação e suas implicações para o apoio ocidental à Ucrânia continuam a ser um ponto de intensa discussão e vigilância.