sexta-feira, 23/10/2026

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Google incentiva redução no consumo de energia elétrica em data centers para otimizar recursos.

Em uma iniciativa que promete transformar a relação entre grandes empresas de tecnologia e consumidores, o Google anunciou, nesta quarta-feira (22), um programa inédito nos Estados Unidos. A gigante da tecnologia vai compensar moradores…

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Em uma iniciativa que promete transformar a relação entre grandes empresas de tecnologia e consumidores, o Google anunciou, nesta quarta-feira (22), um programa inédito nos Estados Unidos. A gigante da tecnologia vai compensar moradores e empresas que se comprometerem a reduzir o consumo de energia elétrica, com o intuito de direcionar essa economia para seus data centers de inteligência artificial.

A colaboração com a Voltus, uma empresa especializada em recursos energéticos distribuídos, permitirá ao Google acessar até 1.070 megawatts de capacidade elétrica sob demanda — uma quantidade que, para se ter uma ideia, é comparável à produção de um reator nuclear. Este modelo, denominado usina elétrica virtual (VPP), representa uma mudança significativa na forma como a energia é gerida. Ao invés de depender exclusivamente de uma única fonte de geração, o sistema mobiliza recursos variados, desde residências até empresas, que podem ajustar seu consumo ou utilizar energia que geram.

Os participantes do programa serão incentivados financeiramente, recebendo não apenas uma redução nas contas de energia, mas também pagamentos diretos. A Voltus destaca que essa abordagem não só beneficia as finanças dos consumidores, mas também oferece uma solução sustentável em tempos de crescente demanda por energia. A empresa sugere, inclusive, a adoção de termostatos inteligentes que podem otimizar automaticamente o uso de eletricidade, como, por exemplo, regulando o funcionamento de ar-condicionados.

Embora a proposta tenha potencial para gerar ganhos mútuos, os detalhes financeiros sobre os pagamentos ainda não foram revelados. No entanto, o movimento do Google pode ser visto como um passo estratégico em direção a um modelo de negócios mais sustentável e colaborativo, ao mesmo tempo em que busca atender às crescentes necessidades energéticas de suas operações em inteligência artificial.