Na última segunda-feira (19), o governo dos Estados Unidos tomou uma medida drástica ao proibir suas agências de utilizarem ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela startup chinesa DeepSeek. Essa decisão reflete a crescente tensão entre as duas potências em um campo tecnológico que se desenvolve rapidamente e que é visto como estratégico para o futuro.
O Departamento de Segurança Interna, em um comunicado oficial, destacou a necessidade de eliminar os produtos da DeepSeek, bem como qualquer ferramenta que tenha sido criada com base em sua tecnologia. A determinação inclui a remoção imediata dessas ferramentas dos dispositivos utilizados pelas agências governamentais.
Embora o departamento tenha a capacidade de orientar agências civis, a medida não se aplica às Forças Armadas ou aos serviços de inteligência, que não comentaram sobre o assunto até o momento. O documento que acompanhou o anúncio revelou que os modelos da DeepSeek possuem “múltiplos vetores de ameaça”, enfatizando os riscos associados ao uso dessa tecnologia.
Entre as preocupações levantadas, o departamento alertou que a utilização das ferramentas da DeepSeek poderia resultar na transferência de dados sensíveis para a China, considerando que os servidores da empresa estão localizados no país. O sistema jurídico chinês confere ao governo uma ampla autoridade para acessar informações de empresas privadas, o que intensifica os receios de segurança nacional.
A DeepSeek, que se destacou no cenário global ao lançar um chatbot de baixo custo e alto desempenho em janeiro de 2025, tem sido acusada pelos EUA de copiar capacidades de modelos desenvolvidos por empresas americanas, levantando questionamentos sobre a ética e a integridade no campo da inteligência artificial.
Crédito da imagem: Logo do Deepseek


