O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, revelou no último sábado (7) que se tornou vítima de hackers que expuseram suas informações pessoais na dark web. Em uma declaração veiculada na rede social X, Tajani destacou que não só seus dados foram comprometidos, mas também os de sua família, o que aumenta a gravidade da situação. “Cibercriminosos estão divulgando meus dados e procurando mais informações sobre mim e meus entes queridos. Minha resposta a isso é clara: não me deixarei intimidar”, disse ele.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, uniu-se ao ministro em sua preocupação, apontando a responsabilidade de hackers supostamente pró-Rússia no vazamento de informações. Meloni descreveu a venda de dados confidenciais de funcionários governamentais como uma questão séria que deve ser abordada com rigor. A relação da Itália com a Ucrânia e seu apoio à nação em conflito são, segundo Tajani, os motivos que o tornaram alvo de tais ataques: “Defender a liberdade de um Estado soberano é visto como uma ameaça por essas entidades criminosas”, afirmou.
Esse incidente com Tajani não é um caso isolado. Nos últimos meses, a Europa tem enfrentado um aumento alarmante de ciberataques, afetando diversos setores. Recentemente, supermercados na França foram alvo de um ataque que elevou a temperatura de refrigeradores, resultando em incêndios e grandes perdas de alimentos. Na sequência, outros países europeus, como Suécia e Irlanda, também relataram problemas semelhantes com sistemas de refrigeração. Além disso, voos comerciais foram perturbados por falsos alertas de ameaça de bomba, evidenciando a crescente vulnerabilidade da infraestrutura europeia diante de ataques cibernéticos.


