A Microsoft acaba de anunciar um novo plano de demissão voluntária que afetará aproximadamente 60 mil colaboradores em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. Essa decisão ocorre seis meses após a empresa ter lançado uma proposta semelhante, refletindo uma estratégia contínua de reestruturação e adaptação às novas demandas do mercado, conforme destacou a diretora de recursos humanos, Amy Coleman, em comunicado interno.
Com um total de 223 mil funcionários no final de junho, a gigante de tecnologia já havia realizado cortes significativos, incluindo a demissão de 4.800 trabalhadores em julho, o que representou 2,1% de sua força de trabalho global. A nova oferta de demissão abrange colaboradores até o nível de vice-presidente, excluindo aqueles em funções críticas como centros de dados, vendas e marketing. Os que optarem por deixar a empresa terão acesso a um pacote de indenização similar ao que seria oferecido em uma rescisão comum.
Embora a expectativa da Microsoft seja que a adesão a este novo plano seja inferior à do anterior, que viu cerca de um terço dos funcionários elegíveis aceitarem a proposta, a companhia continua a investir pesadamente em tecnologia, especialmente em inteligência artificial. Entre abril e junho deste ano, a empresa alocou US$ 41 bilhões em investimentos, e essa cifra deve ultrapassar os US$ 50 bilhões no próximo trimestre.
Essas manobras não são apenas uma resposta à pressão econômica, mas também uma tentativa de alinhar a força de trabalho da Microsoft com suas ambições de crescimento em áreas emergentes, como a IA, que, segundo a empresa, já demonstra um desempenho superior ao de médicos em testes de diagnóstico. A Microsoft, portanto, não só se prepara para um futuro mais automatizado, mas também ajusta seu quadro de funcionários para se manter competitiva neste cenário em rápida evolução.
Crédito da imagem: Por que Trump quer mudar o nome da IA?



